Apartamento do Palheiro

Sempre que, prestes a sucumbir ao morbo do desalento, toco uma destas fragas, todas as energias perdidas começam de novo a correr-me nas veias” Miguel Torga 
Sinta esta magia telúrica das fragas quando, da janela do seu quarto, contemplar a força pura de uma fraga que faz a paisagem.
 
Este espaço começou por ser o palheiro da casa, aqui se guardavam fardos de palha que alimentavam o gado de tração e faziam as suas respetivas camas. Quando a casa deixou de ter animais e o cereal deixou de ser rentável, o palheiro tornou-se inútil. Mais recentemente, na sequência da gripe das aves, foi usado como capoeira, que albergou durante vários anos inúmeros bicos da criação da Luisete.

As obras de recuperação converteram este espaço num apartamento que aproveitou a força da fraga original com espaço cénico exterior. Em duas das paredes interiores manteve-se o granito original.
 
A função inicial deste espaço deu o nome a este apartamento.
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Quarto do Verão

O quarto do verão é uma homenagem a Feliciano Morgado, artista plástico que Vilas Boas viu nascer em 1953.
 
Um painel de azulejo da sua autoria (o verão), domina uma das paredes. 
À entrada, exibe-se uma das suas primeiras obras:  um painel de azulejo fingido (Santuário de Nossa Srª da Assunção), executado alguns anos antes de ter ingressado na Escola Superior de Belas Artes em Lisboa.
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Quarto dos Garotos

No quarto dos garotos, com mobílias arte nova sóbrias, rigorosamente recuperadas, propomos-lhe a vivência dos ambientes do princípio do século passado.
 
Este quarto foi usualmente ocupado pelos mais novos. Por este motivo foi chamado o quarto dos garotos, toponímia que agora se perpetuou para o futuro, com mobiliário do princípio do século passado, mais as fotografias dos garotos.
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Quarto da Enxerta

Este quarto só passou a fazer parte da casa a partir de 1977. Inicialmente pertencia a João Bártolo, um filho de Vilas Boas que obteve sucesso com uma alfaiataria na baixa lisboeta, onde vestia personalidades do regime e dirigentes do Futebol.
 
Tal como eu, João Bártolo passava o mês de setembro em Vilas Boas. Conduzia um Opel de tons cinzentos, passeava-se pelas ruas, vestido de uma forma desportiva, com tons claros, cumprimentando de forma exuberante e delicada os seus conterrâneos.
 
Vivia nessa casa uma velha, conhecida por Enxerta, que, cada setembro a parecia tornar mais trémula. Todos os dias subia as escadas de granito com um pequeno ramo de lenha. À noite, a luz de uma cadeia projetava nas paredes interiores da casa sombras trémulas, que se mantinham até Enxerta vir fechar a porta de madeira envelhecida. 

 

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